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Progressistas — jornalismo independente português
O silêncio sobre a pornografia
Não podemos deixar de refletir sobre as condições de produção da pornografia, que não raras vezes envolvem situações de coação e exploração; temos também de considerar as representações dominantes na pornografia; por último, devemos problematizar os impactos potenciais do consumo e da exposição repetida a estas imagens, discursos e representações.
Casa-teatro
As casas-teatro são perigosas, porque são dissidentes, não-normativas, alternativas, ambíguas, múltiplas, causam desconforto, questionam narrativas oficiais, e pior, fazem as pessoas sentir. Elas não operam apenas no plano da lógica e não pretendem nenhuma verdade absoluta. São um acontecimento colectivo.
O caos nos exames não tinha de ser um caos
A Educação exige previsibilidade, fiabilidade e responsabilidade política. O que temos hoje é o contrário: improviso, opacidade e fuga às responsabilidades. E se tudo correr mal, paira a suspeita de que um governo de direita liberal tirará a habitual solução da cartola: privatizar.
Por que jogamos tudo fora?
O mal está na ausência de pensamento crítico, que se cala; no automatismo e no isolamento das câmaras de eco, que impedem as pessoas de confrontar diferentes perspectivas e desenvolver um julgamento moral sólido, contribuindo para a propagação de ideologias totalitárias. É nessa situação de total entrega ao regime que o mal se torna banal, cotidiano, impessoal, burocrático e… devastador.
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A Filosofia da Tecnocracia no Ensino Montenegrino
Embora o governo de Montenegro não seja ideologicamente fascista, tem sido uma barriga de aluguer dum simbionte de extrema-direita, cujas políticas são uma fusão de populismo, racismo, colonialismo, mercantilismo e desesperante vazio, normalizando-as de uma forma que acabará na sua própria implosão, como aconteceu com o PP.
Educação: liberdade vs. liberdade
A grande armadilha na linha de Cascais
Na ferrovia, a direita vende ao país a palavra «reforma». Mas aquilo que estão a preparar na linha de Cascais é outra coisa: subconcessões para entregar a privados, grupetas de trabalho e mais oportunidade para instalar os seus.
Amália IA: Tudo isto é fado?
Talvez o que mais incomode no Amália não seja o que faz, mas o que dispensa. Dispensa o debate sobre a transferência. Dispensa os sindicatos dos médicos, dos professores, dos juristas, dos jornalistas, enfim, das profissões que vai mediar. Dispensa, no fundo, o gesto público de assumir que se está a delegar.
Riscos climáticos: entre o que sabemos e o que fazemos
A evidência acumulada ao longo das últimas décadas não deixa margem para dúvidas: o risco climático deixou de ser uma ameaça futura para se tornar uma realidade presente. Portugal tem conhecimento, estratégia e exemplos positivos. O desafio está agora na consistência, na transformação de planos em ação e da antecipação em prioridade.
Semear rosas também exige terra — Orobroy
A cultura cigana, aplaudida quando aparece em palco, continua a ser recebida com suspeição quando aparece à porta da escola, da repartição pública, da entrevista de emprego. Não se trata de exigir integração, mas de perceber que integração sem inclusão é presença sem pertença – um corpo dentro da sala sem voz na decisão.
Poesia de uma Palestina devastada (pré-publicação)
Quatro poemas inéditos de Mosab Abu Toha, a ser publicados em «Coisas que podes encontrar escondidas na minha orelha». Há uma campanha de crowdfunding a decorrer para apoiar o livro, descobre aqui como ajudar.
Esta praia não é para a gandaia: Arrábida, Comporta e Algarve
«Não é não» é sim. Também à corrupção?
Por uma cultura da preguiça
O lazer é fundamental para a Cultura da Preguiça. É a recusa geral da chatice. Rui Peralta traz uma ode ao ócio (e quatro grandes canções para apurar a tua preguiça).
A nova linguagem do velho ódio
Em reação a um artigo de Ascenso Simões, a deputada Eva Cruzeiro escreve sobre os movimentos anti-direitos LGBTQIA+ e desmonta a sua estratégia de normalização de um discurso «intelectualmente disfarçado e socialmente legitimado.»
Entre cerveja, limão, Deus e o burnout: a tarde atribulada de Byung-Chul Han no Porto
Num jardim bem aromático do Porto, Byung-Chul Han tirou a tarde para desafiar Nietzsche, a liberdade, a sustentabilidade e alguns médicos. E, quem sabe, talvez saia do Porto com inspiração para escrever «A Sociedade da Incompetência».