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Progressistas — jornalismo independente português
Filipa Martins: «Tudo o que se faça contra as desigualdades diminui a extrema-direita»
A escritora Filipa Martins defende que «a extrema-direita não quer acabar com as desigualdades sociais, porque as desigualdades sociais são aquilo que a alimenta. Eles não querem uma sociedade funcional, não querem uma sociedade igualitária, porque isso seria a sua morte».
O silêncio sobre a pornografia
Não podemos deixar de refletir sobre as condições de produção da pornografia, que não raras vezes envolvem situações de coação e exploração; temos também de considerar as representações dominantes na pornografia; por último, devemos problematizar os impactos potenciais do consumo e da exposição repetida a estas imagens, discursos e representações.
Casa-teatro
As casas-teatro são perigosas, porque são dissidentes, não-normativas, alternativas, ambíguas, múltiplas, causam desconforto, questionam narrativas oficiais, e pior, fazem as pessoas sentir. Elas não operam apenas no plano da lógica e não pretendem nenhuma verdade absoluta. São um acontecimento colectivo.
O caos nos exames não tinha de ser um caos
A Educação exige previsibilidade, fiabilidade e responsabilidade política. O que temos hoje é o contrário: improviso, opacidade e fuga às responsabilidades. E se tudo correr mal, paira a suspeita de que um governo de direita liberal tirará a habitual solução da cartola: privatizar.
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A Filosofia da Tecnocracia no Ensino Montenegrino
Embora o governo de Montenegro não seja ideologicamente fascista, tem sido uma barriga de aluguer dum simbionte de extrema-direita, cujas políticas são uma fusão de populismo, racismo, colonialismo, mercantilismo e desesperante vazio, normalizando-as de uma forma que acabará na sua própria implosão, como aconteceu com o PP.
Educação: liberdade vs. liberdade
Exame à Nação - uma escolha múltipla difícil
Seja a falta de capacidade de resolver um problema, seja a incapacidade de comunicar de forma adequada, a impreparação de Fernando Alexandre para o cargo de Ministro da Educação é mais do que evidente.
Tourada só na cama, não num programa da RTP2
A tourada surge como confirmação da hipermasculinização deste tempo de restauração salazarenta da pacificação identitária assente no facelifting estético nacional, agora como então, cobrindo os problemas emergentes e reais com a produção de uma cultura popular afecta a uma grandeza que Portugal nunca conheceu.
Dizem que é por ser verão — não, não é!
Para dar esperança e motivação às pessoas, não basta dizer-lhes onde estão erradas. É necessário compreender o que as levou até ali, que segurança encontram nessa leitura do mundo e que futuro lhes podemos oferecer para que a abandonem sem sentirem que perdem tudo com ela.
O Estádio da Nação
Quando falo sobre a nação do Estado refiro, por exemplo, o tanque que é piscina e a piscina que é tanque num terreno de um polícia que, no momento, é ministro, mas que fez a piscina que é tanque e o tanque que é piscina, quando era polícia, não quando é ministro.
Poesia de uma Palestina devastada (pré-publicação)
Quatro poemas inéditos de Mosab Abu Toha, a ser publicados em «Coisas que podes encontrar escondidas na minha orelha». Há uma campanha de crowdfunding a decorrer para apoiar o livro, descobre aqui como ajudar.
Esta praia não é para a gandaia: Arrábida, Comporta e Algarve
«Não é não» é sim. Também à corrupção?
A grande armadilha na linha de Cascais
Na ferrovia, a direita vende ao país a palavra «reforma». Mas aquilo que estão a preparar na linha de Cascais é outra coisa: subconcessões para entregar a privados, grupetas de trabalho e mais oportunidade para instalar os seus.
A nova linguagem do velho ódio
Em reação a um artigo de Ascenso Simões, a deputada Eva Cruzeiro escreve sobre os movimentos anti-direitos LGBTQIA+ e desmonta a sua estratégia de normalização de um discurso «intelectualmente disfarçado e socialmente legitimado.»
Riscos climáticos: entre o que sabemos e o que fazemos
A evidência acumulada ao longo das últimas décadas não deixa margem para dúvidas: o risco climático deixou de ser uma ameaça futura para se tornar uma realidade presente. Portugal tem conhecimento, estratégia e exemplos positivos. O desafio está agora na consistência, na transformação de planos em ação e da antecipação em prioridade.