Dos desertos e das praias como bens comuns
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
O cantor lusobrasileiro vive em Portugal desde 2012, considera surreais os problemas na Habitação, identifica uma tentativa, a longo prazo, de privatização da Educação e da Saúde e sublinha a necessidade de se sonhar com coisas que parecem impossíveis.
Os apátridas podem requerer estatuto em Portugal desde 1 de setembro. Boa altura para a conversa com Maha Mamo, que relata a sua própria experiência como ex-apátrida e o trabalho que tem desenvolvido nesta área.
Pagamos impostos suficientes para custear o acesso das nossas crianças à escola pública, não temos de ser obrigados a recorrer a instituições privadas para suprir as falhas que andam a impor à escola pública, numa política de desmantelamento dos serviços públicos essenciais do nosso país.
Em Barcelona, eliminam-se os hostels e AirBnB. Em Londres, na Brick Lane, um novo (e lucrativo) centro de dados foi a resposta do governo às reivindicações da comunidade por mais habitação social. E em Portugal, como vamos?
Muitas relações começam hoje com pequenas leituras. Uma visualização, um atraso, uma fotografia publicada. Um corpo que se aproxima num dia e se afasta no outro. A intimidade tem uma nova gramática própria: «casual» ou mais um separador em aberto?
Será a festa o melhor antídoto para a extrema-direita? Enquanto os movimentos conservadores apertam o seu domínio sobre a política europeia e procuram capturar a cultura, um contraciclo de «Artivistas» emerge para reinspirar a Europa.
A morte do ciclista Finlay Tarling não nos devia levar apenas a perguntar o que aconteceu naquele trágico instante da Volta a Portugal. Pode ser também um espelho de um país que não exige mais da sua cultura cívica, em que tudo nas estradas é «só um minuto». Jornalista em várias Voltas a Portugal, Duarte Baião dá-nos um minuto de reflexão.
O Pontal é o pomar da direita portuguesa, um local mágico, onde o país imaginário se sobrepõe ao país real. Mas no país da Pontual, a fábrica de calçado encerrada em Vila Nova de Gaia e onde os trabalhadores fazem vigílias à porta desde Julho, a realidade é outra.
Tirando o carácter vago do projeto, a descentralização do poder, a desconcentração de espaços e a segurança de pessoas, tirando isto, a ideia é boa e vale a pena estarmos atentos ao modo como o delfim de Manuel Pizarro vai concretizá-la.
Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.
A nossa atitude enquanto país é avassaladora porque ocorre em paralelo com o perigo que nos bate à porta. Em junho, o Ministério Público acusou nove membros do MAL por crimes de terrorismo. Uma milícia neonazi que monitorizou as rotinas de Montenegro, planeou atentar contra a sua vida, infiltrou-se na PSP e fabricou dezenas de armas de fogo com impressoras 3D. Tinham uma lista com dezenas de políticos, ativistas, e figuras que identificaram como ameaças.