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Cultura

A morte que vamos vivendo

Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.

E a extrema-esquerda?

A nossa atitude enquanto país é avassaladora porque ocorre em paralelo com o perigo que nos bate à porta. Em junho, o Ministério Público acusou nove membros do MAL por crimes de terrorismo. Uma milícia neonazi que monitorizou as rotinas de Montenegro, planeou atentar contra a sua vida, infiltrou-se na PSP e fabricou dezenas de armas de fogo com impressoras 3D. Tinham uma lista com dezenas de políticos, ativistas, e figuras que identificaram como ameaças.

Da condensação do grito no mundo

No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo.

O Estádio da Nação

Quando falo sobre a nação do Estado refiro, por exemplo, o tanque que é piscina e a piscina que é tanque num terreno de um polícia que, no momento, é ministro, mas que fez a piscina que é tanque e o tanque que é piscina, quando era polícia, não quando é ministro.

20.07.2026 Hugo Filipe Lopes aka Cöbramor Cultura Política Sociedade Opinião

Tourada só na cama, não num programa da RTP2

A tourada surge como confirmação da hipermasculinização deste tempo de restauração salazarenta da pacificação identitária assente no facelifting estético nacional, agora como então, cobrindo os problemas emergentes e reais com a produção de uma cultura popular afecta a uma grandeza que Portugal nunca conheceu.

17.07.2026 Maria João Faustino Cultura Política Sociedade Opinião

O silêncio sobre a pornografia

Não podemos deixar de refletir sobre as condições de produção da pornografia, que não raras vezes envolvem situações de coação e exploração; temos também de considerar as representações dominantes na pornografia; por último, devemos problematizar os impactos potenciais do consumo e da exposição repetida a estas imagens, discursos e representações.

13.07.2026 Hugo Filipe Lopes aka Cöbramor Cultura Política Sociedade Opinião

A Filosofia da Tecnocracia no Ensino Montenegrino

Embora o governo de Montenegro não seja ideologicamente fascista, tem sido uma barriga de aluguer dum simbionte de extrema-direita, cujas políticas são uma fusão de populismo, racismo, colonialismo, mercantilismo e desesperante vazio, normalizando-as de uma forma que acabará na sua própria implosão, como aconteceu com o PP.