Revolução no SNS
O que os partidos progressistas devem defender é um SNS musculado, «bombadão» mesmo, que consiga dar boa resposta às dificuldades que já existem e que tendem a agravar.
O que os partidos progressistas devem defender é um SNS musculado, «bombadão» mesmo, que consiga dar boa resposta às dificuldades que já existem e que tendem a agravar.
Será a saúde mental um luxo apenas ao alcance de quem tem dinheiro para uma consulta no privado, ou uma necessidade de todos, que, provavelmente, evitaria o consumo desmedido de benzodiazepinas, tornando Portugal no primeiro país da Europa e terceiro do mundo no consumo destes medicamentos ansiolíticos?
Na cabeça da direita, nada de saúde pública, nem de regular publicidade do jogo, nada de reforçar os mecanismos de proteção dos jogadores, ou de impor regras na promoção de jogos, ou de reforçar a autoexclusão, muito menos os limites dos depósitos, ou de pausas obrigatórias durante os jogos
Onde estão as pessoas com deficiência e neurodivergentes na linha de frente das manifestações, nos órgãos de decisão e na construção das agendas progressistas? Há um privilégio na apatia.
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
De janeiro a junho de 2026, «28 reclusos já morreram nas prisões portuguesas». Apenas seis desses casos foram investigados pela PJ. A morte de mais uma pessoa em Vale de Judeus é sintoma de um Estado desenhado para falhar aos explorados.
Lutamos diariamente para que o autismo seja aceite e a neurodivergência normalizada na nossa sociedade, para que não haja a distinção tão violenta entre o nós e o eles.
As desigualdades que marcam a vida das pessoas com deficiência não resultam diretamente da sua condição corporal. Resultam de escolhas políticas, económicas e sociais.
Para dar esperança e motivação às pessoas, não basta dizer-lhes onde estão erradas. É necessário compreender o que as levou até ali, que segurança encontram nessa leitura do mundo e que futuro lhes podemos oferecer para que a abandonem sem sentirem que perdem tudo com ela.
A evidência acumulada ao longo das últimas décadas não deixa margem para dúvidas: o risco climático deixou de ser uma ameaça futura para se tornar uma realidade presente. Portugal tem conhecimento, estratégia e exemplos positivos. O desafio está agora na consistência, na transformação de planos em ação e da antecipação em prioridade.
Não há mesmo melhor memória que a de uma gargalhada. De um sorriso. Nosso ou de alguém que nos fosse querido. Infelizmente, crescemos e constatamos que nem toda a gente tem a mesma oportunidade para sorrir.