O «coach» por trás de Flávio Bolsonaro
No primeiro debate da segunda volta, o candidato da direita brasileira recebeu instruções de Pablo Marçal, o influenciador declarado inelegível por abuso de poder eleitoral.
No primeiro debate da segunda volta, o candidato da direita brasileira recebeu instruções de Pablo Marçal, o influenciador declarado inelegível por abuso de poder eleitoral.
Como candidato a Presidente do Brasil, [Flávio Bolsonaro] revelou-se um excelente bobo da corte americana. Uma democracia vive do direito de quem pergunta e do dever de quem responde, e no passado domingo só um dos dois pareceu lembrar-se desse dever.
O Porto assistiu a uma das mais incríveis demonstrações de solidariedade, não só condenando a violência da madrugada anterior, mas principalmente lutando por uma causa comum, pelo direito fundamental a ter uma habitação, pela segurança das nossas vidas.
Continuamos a falar da violência policial como se não fosse normativa em vez de excepcional. Até hoje, nada de novo.
O capitalismo actual convive com a percepção (as percepções e palpites com que o governo AD gere o estado da Nação, por exemplo) do cancelamento do futuro, mito assente na inviabilidade de outro modelo social e de outras políticas económicas.
Se o plenário não decidir os casos dos julgamentos interrompidos antes do segundo turno, a eleição terá sido arbitrada, em grande parte, por um único ministro e o campo estará inclinado a favor de um dos lados.
O que os partidos progressistas devem defender é um SNS musculado, «bombadão» mesmo, que consiga dar boa resposta às dificuldades que já existem e que tendem a agravar.
A audição no Parlamento sobre as questões LGBT ilustra na perfeição a nossa deficiência empática actual, quando a argumentação dos críticos dos direitos trans se fundamenta na aplicação do erário público e numa decrépita versão da moralidade cristã, afinal a sua perversão.
Nesta entrevista, Hugo Gonçalves viaja pelo universo do mais recente romance, O Império do Fim, mas também pela atualidade social e política.
O tamanho da conta bancária não dá o direito a ninguém de se pôr à frente do grupo em que está inserido nem de prejudicar aquele em prol do gáudio individual.
Não habitamos por construirmos, pelo contrário, construímos porque somos seres que habitam. Habitar é ter um lugar no mundo. Perder casa, perder esse espaço que habitamos, é ser condenado ao exílio forçado, é ser excluído da mais elementar qualidade de Ser.
Quando partidos, financiadores e imprensa subestimam a determinação de quem tem o poder, acreditam que é possível controlar o incontrolável e se aliam ao autoritarismo para atingir seus objetivos, quando a política deixa de ser o lugar do equilíbrio e cede à arrogância tecnocrática, aos interesses privados ou às rivalidades egocêntricas, é quando as democracias morrem.