Luzes, câmara, segregação
Lutamos diariamente para que o autismo seja aceite e a neurodivergência normalizada na nossa sociedade, para que não haja a distinção tão violenta entre o nós e o eles.
Lutamos diariamente para que o autismo seja aceite e a neurodivergência normalizada na nossa sociedade, para que não haja a distinção tão violenta entre o nós e o eles.
Mais do que uma opinião, esta é uma saudação a quem todos os dias trabalha para fazer cumprir a justiça. Com limpidez, civismo e uma constante proteção da autonomia e da liberdade.
The Sting («A Golpada», como foi conhecido em Portugal) é um produto cinematográfico hollywoodesco, de meados da década de 70 do século passado (1973, para ser mais exacto), que foi um grande êxito de bilheteira («arrecadou» mais de 150 milhões de dólares nos EUA, nada mau para uma produção de 5 a 6 milhões) e que ficou conhecido por um tema musical, The Entertainer, de um compositor e pianista de...
Olhando em perspectiva, nunca vivemos melhor no planeta. Ainda assim, parece, estamos dispostos a arriscar parte dessas conquistas por uma ideia caduca de pátria e identidade. Não há um qualquer passado glorioso para o qual devamos querer voltar. Esse passado nunca existiu – não para a expressiva maioria de nós.
As redes sociais acabaram por tomar uma função que deveria pertencer ao sistema educativo: a de fornecer aos jovens informações acerca do sistema político e do processo democrático de forma imparcial. E é aí que se coloca a questão: conseguem essas plataformas ser imparciais?
Tirando o carácter vago do projeto, a descentralização do poder, a desconcentração de espaços e a segurança de pessoas, tirando isto, a ideia é boa e vale a pena estarmos atentos ao modo como o delfim de Manuel Pizarro vai concretizá-la.
Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.
As desigualdades que marcam a vida das pessoas com deficiência não resultam diretamente da sua condição corporal. Resultam de escolhas políticas, económicas e sociais.
Quando a própria fundação do partido, a sua ideologia flutuante e o discurso de vendedor de carros usados estão alicerçados na mentira, torna-se secundário saber se é verdade ter sido alguém do próprio partido a encenar a vandalização do gabinete de André como forma de capturar a atenção mediática, perante o tempo de antena dedicado aos vários casos que Montenegro enfrenta e a problemas reais como os incêndios ou o clima.
A nossa atitude enquanto país é avassaladora porque ocorre em paralelo com o perigo que nos bate à porta. Em junho, o Ministério Público acusou nove membros do MAL por crimes de terrorismo. Uma milícia neonazi que monitorizou as rotinas de Montenegro, planeou atentar contra a sua vida, infiltrou-se na PSP e fabricou dezenas de armas de fogo com impressoras 3D. Tinham uma lista com dezenas de políticos, ativistas, e figuras que identificaram como ameaças.
Vamos ver o que está mais do que à vista ou vamos continuar a fazer de conta que não vemos, reforçando e celebrando a ocupação do Saara Ocidental, a troco de cinema, futebol e turismo, todos bem enrolados no imprescindível pôr do sol?
Nesta situação, como em todas as outras que envolvem migração por toda a Europa, o ponto fulcral é: o que vai acontecer às vidas das pessoas assim que desaparecerem do centro mediático?