Um ensaio sobre a reimaginação da política
Através dos passos de Hannah Arendt, andando pelo chão comum entre leituras e vivência, Beatriz Rey propõe um novo caminho para reimaginar a política.
Através dos passos de Hannah Arendt, andando pelo chão comum entre leituras e vivência, Beatriz Rey propõe um novo caminho para reimaginar a política.
Se não há jornalismo sem democracia, também não há democracia sem uma imprensa livre e independente. Num contexto de desinformação, desconfiança social e apatia política, o que pode o jornalismo?
Para habitar, para viver, para incluir. Um manifesto por menos cidades-montra e mais cidades-comunidade.
Não há mesmo melhor memória que a de uma gargalhada. De um sorriso. Nosso ou de alguém que nos fosse querido. Infelizmente, crescemos e constatamos que nem toda a gente tem a mesma oportunidade para sorrir.
Sejamos honestos, os grandes problemas do dia a dia não se resolvem ao mexer na Constituição. O que preocupa as pessoas é o preço do supermercado, a renda que nunca baixa ou a consulta que nunca chega.
Numa altura em que tanto se fala de uma revisão Constitucional, o que poderia ter para uma visão progressista? Susana Marques sugere: o acesso ao aborto seguro, o direito à morte assistida ou novas proteções no ambiente e mundo laboral.
Há palavras que nunca chegam vazias. Entram nas nossas conversas carregadas de distância, caricatura, suspeição e olhares de soslaio.
Espaços de resistência simbólica. Uma prática cultural de capacitação individual. Nos clubes de leitura feminista, acontece muito mais que a análise de um livro. A Ana Mateus leva-nos a estas comunidades de partilha, aceitação e emancipação.
As desigualdades que marcam a vida das pessoas com deficiência não resultam diretamente da sua condição corporal. Resultam de escolhas políticas, económicas e sociais.
Homens, a manosfera diz-vos respeito a todos: é sobre vocês que falam os gurus da masculinidade. Nos palcos digitais, homens jovens reciclam discursos bolorentos, porque sabem que assim geram atenção. E atenção, no digital, gera lucro.
Enquanto não forem tomadas medidas concretas que possam ajudar os cidadãos no acesso à habitação digna, o retrocesso à década de 90 será um dado adquirido.
Em reação a um artigo de Ascenso Simões, a deputada Eva Cruzeiro escreve sobre os movimentos anti-direitos LGBTQIA+ e desmonta a sua estratégia de normalização de um discurso «intelectualmente disfarçado e socialmente legitimado.»