Bate, bate coração
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
Os apátridas podem requerer estatuto em Portugal desde 1 de setembro. Boa altura para a conversa com Maha Mamo, que relata a sua própria experiência como ex-apátrida e o trabalho que tem desenvolvido nesta área.
Pagamos impostos suficientes para custear o acesso das nossas crianças à escola pública, não temos de ser obrigados a recorrer a instituições privadas para suprir as falhas que andam a impor à escola pública, numa política de desmantelamento dos serviços públicos essenciais do nosso país.
De janeiro a junho de 2026, «28 reclusos já morreram nas prisões portuguesas». Apenas seis desses casos foram investigados pela PJ. A morte de mais uma pessoa em Vale de Judeus é sintoma de um Estado desenhado para falhar aos explorados.
Quando a própria fundação do partido, a sua ideologia flutuante e o discurso de vendedor de carros usados estão alicerçados na mentira, torna-se secundário saber se é verdade ter sido alguém do próprio partido a encenar a vandalização do gabinete de André como forma de capturar a atenção mediática, perante o tempo de antena dedicado aos vários casos que Montenegro enfrenta e a problemas reais como os incêndios ou o clima.
No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo.
Vamos ver o que está mais do que à vista ou vamos continuar a fazer de conta que não vemos, reforçando e celebrando a ocupação do Saara Ocidental, a troco de cinema, futebol e turismo, todos bem enrolados no imprescindível pôr do sol?
A escritora Filipa Martins defende que «a extrema-direita não quer acabar com as desigualdades sociais, porque as desigualdades sociais são aquilo que a alimenta. Eles não querem uma sociedade funcional, não querem uma sociedade igualitária, porque isso seria a sua morte».
O presidente da ZERO, uma das maiores ONG ambientais do país, fala sobre a moda em torno da IA e dos centros de dados ou como nos adaptarmos a ondas de calor. E ainda analisa a qualidade do ar para políticas ambientais no Parlamento, onde «já se respirou melhor».
Se o combate contra a corrupção fosse a sério, a primeira barreira devia ser a transparência. Mas, pelo contrário, Governo, Presidente da AR e Chega usam hoje tudo contra a transparência. Até, cinicamente, a proteção de dados dos cidadãos lhes serve para impedir o escrutínio jornalístico.
Sejamos honestos, os grandes problemas do dia a dia não se resolvem ao mexer na Constituição. O que preocupa as pessoas é o preço do supermercado, a renda que nunca baixa ou a consulta que nunca chega.
Numa altura em que tanto se fala de uma revisão Constitucional, o que poderia ter para uma visão progressista? Susana Marques sugere: o acesso ao aborto seguro, o direito à morte assistida ou novas proteções no ambiente e mundo laboral.