Por uma cultura da preguiça
O lazer é fundamental para a Cultura da Preguiça. É a recusa geral da chatice. Rui Peralta traz uma ode ao ócio (e quatro grandes canções para apurar a tua preguiça).
O lazer é fundamental para a Cultura da Preguiça. É a recusa geral da chatice. Rui Peralta traz uma ode ao ócio (e quatro grandes canções para apurar a tua preguiça).
Talvez o que mais incomode no Amália não seja o que faz, mas o que dispensa. Dispensa o debate sobre a transferência. Dispensa os sindicatos dos médicos, dos professores, dos juristas, dos jornalistas, enfim, das profissões que vai mediar. Dispensa, no fundo, o gesto público de assumir que se está a delegar.
Num jardim bem aromático do Porto, Byung-Chul Han tirou a tarde para desafiar Nietzsche, a liberdade, a sustentabilidade e alguns médicos. E, quem sabe, talvez saia do Porto com inspiração para escrever «A Sociedade da Incompetência».
O presidente da ZERO, uma das maiores ONG ambientais do país, fala sobre a moda em torno da IA e dos centros de dados ou como nos adaptarmos a ondas de calor. E ainda analisa a qualidade do ar para políticas ambientais no Parlamento, onde «já se respirou melhor».
Na ferrovia, a direita vende ao país a palavra «reforma». Mas aquilo que estão a preparar na linha de Cascais é outra coisa: subconcessões para entregar a privados, grupetas de trabalho e mais oportunidade para instalar os seus.
Na Berlim de 1928, Brecht e Weill estreiam a Ópera dos Três Vinténs. Segundo as crónicas da época, a sala estava cheia. Tão cheia como cheios estamos, hoje, do Luís.
Uma reflexão sobre a tentativa de privatizar cinco praias da Arrábida e a comodificação dos espaços públicos, já mais próximos de «um Rock in Rio a dois tempos» que de um espaço livre e partilhado.
Livre das leis regulatórias mais restritas da Europa, à FIFA não bastou atribuir um fictício e encomendado prémio da paz a Donald - aproveita a competição para aplicar a lógica tarifária presidencial e, ao mesmo tempo, aplacar a sua ira, adoptando a mesma abordagem da Super Bowl e controlando também a revenda dos bilhetes, com 30% de comissão cobrada tanto ao vendedor como ao comprador.
Há quem cresça rodeado de livros e quem nunca tenha tido uma estante em casa. Essa diferença não é apenas cultural, é também política. E perceber isso mudou a forma como penso a leitura, a cultura, e o que está em jogo quando uma sociedade escolhe, ou não, investir nelas.
Os anos 90, cinzelados pelo tradicionalismo e o voyeurismo, parecem ter ficado para trás. As mulheres do rock foram postas de lado pelas da pop, mais jovens e menos opinativas, da mesma forma que as top models deram lugar a modelos heroin chic em subserviência absoluta.
Se o combate contra a corrupção fosse a sério, a primeira barreira devia ser a transparência. Mas, pelo contrário, Governo, Presidente da AR e Chega usam hoje tudo contra a transparência. Até, cinicamente, a proteção de dados dos cidadãos lhes serve para impedir o escrutínio jornalístico.
«A contrarreforma laboral não é um exclusivo português e usa o eufemismo da flexibilidade para disfarçar a precariedade. Peço que se mobilizem e não permitam que seja aprovada», diz Yolanda Díaz, vice-presidente e ministra do Trabalho e Economia Social de Espanha.