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Artigos

A golpada

The Sting («A Golpada», como foi conhecido em Portugal) é um produto cinematográfico hollywoodesco, de meados da década de 70 do século passado (1973, para ser mais exacto), que foi um grande êxito de bilheteira («arrecadou» mais de 150 milhões de dólares nos EUA, nada mau para uma produção de 5 a 6 milhões) e que ficou conhecido por um tema musical, The Entertainer, de um compositor e pianista de...

09.08.2026 Osvaldo Alvarenga , Iêda Alcântara (gráficos) Economia Política Sociedade Opinião

Vivemos melhor que os nossos avós

Olhando em perspectiva, nunca vivemos melhor no planeta. Ainda assim, parece, estamos dispostos a arriscar parte dessas conquistas por uma ideia caduca de pátria e identidade. Não há um qualquer passado glorioso para o qual devamos querer voltar. Esse passado nunca existiu – não para a expressiva maioria de nós.

A morte que vamos vivendo

Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.

Da condensação do grito no mundo

No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo.

Não somos pobres porque queremos

Somos mais pobres do que deveríamos ser porque durante demasiado tempo confundimos resignação com resiliência, conformismo com responsabilidade e paciência com consentimento. E nenhum país cria verdadeiramente valor quando os seus cidadãos passam a considerar normal aquilo que devia ser intolerável.