Bate, bate coração
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
O cantor lusobrasileiro vive em Portugal desde 2012, considera surreais os problemas na Habitação, identifica uma tentativa, a longo prazo, de privatização da Educação e da Saúde e sublinha a necessidade de se sonhar com coisas que parecem impossíveis.
Pagamos impostos suficientes para custear o acesso das nossas crianças à escola pública, não temos de ser obrigados a recorrer a instituições privadas para suprir as falhas que andam a impor à escola pública, numa política de desmantelamento dos serviços públicos essenciais do nosso país.
De janeiro a junho de 2026, «28 reclusos já morreram nas prisões portuguesas». Apenas seis desses casos foram investigados pela PJ. A morte de mais uma pessoa em Vale de Judeus é sintoma de um Estado desenhado para falhar aos explorados.
The Sting («A Golpada», como foi conhecido em Portugal) é um produto cinematográfico hollywoodesco, de meados da década de 70 do século passado (1973, para ser mais exacto), que foi um grande êxito de bilheteira («arrecadou» mais de 150 milhões de dólares nos EUA, nada mau para uma produção de 5 a 6 milhões) e que ficou conhecido por um tema musical, The Entertainer, de um compositor e pianista de...
Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.
As desigualdades que marcam a vida das pessoas com deficiência não resultam diretamente da sua condição corporal. Resultam de escolhas políticas, económicas e sociais.
Quando a própria fundação do partido, a sua ideologia flutuante e o discurso de vendedor de carros usados estão alicerçados na mentira, torna-se secundário saber se é verdade ter sido alguém do próprio partido a encenar a vandalização do gabinete de André como forma de capturar a atenção mediática, perante o tempo de antena dedicado aos vários casos que Montenegro enfrenta e a problemas reais como os incêndios ou o clima.
A Educação exige previsibilidade, fiabilidade e responsabilidade política. O que temos hoje é o contrário: improviso, opacidade e fuga às responsabilidades. E se tudo correr mal, paira a suspeita de que um governo de direita liberal tirará a habitual solução da cartola: privatizar.
Somos mais pobres do que deveríamos ser porque durante demasiado tempo confundimos resignação com resiliência, conformismo com responsabilidade e paciência com consentimento. E nenhum país cria verdadeiramente valor quando os seus cidadãos passam a considerar normal aquilo que devia ser intolerável.
Seja a falta de capacidade de resolver um problema, seja a incapacidade de comunicar de forma adequada, a impreparação de Fernando Alexandre para o cargo de Ministro da Educação é mais do que evidente.
Quando falo sobre a nação do Estado refiro, por exemplo, o tanque que é piscina e a piscina que é tanque num terreno de um polícia que, no momento, é ministro, mas que fez a piscina que é tanque e o tanque que é piscina, quando era polícia, não quando é ministro.