Dos desertos e das praias como bens comuns
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
O cantor lusobrasileiro vive em Portugal desde 2012, considera surreais os problemas na Habitação, identifica uma tentativa, a longo prazo, de privatização da Educação e da Saúde e sublinha a necessidade de se sonhar com coisas que parecem impossíveis.
Em Barcelona, eliminam-se os hostels e AirBnB. Em Londres, na Brick Lane, um novo (e lucrativo) centro de dados foi a resposta do governo às reivindicações da comunidade por mais habitação social. E em Portugal, como vamos?
De janeiro a junho de 2026, «28 reclusos já morreram nas prisões portuguesas». Apenas seis desses casos foram investigados pela PJ. A morte de mais uma pessoa em Vale de Judeus é sintoma de um Estado desenhado para falhar aos explorados.
Será a festa o melhor antídoto para a extrema-direita? Enquanto os movimentos conservadores apertam o seu domínio sobre a política europeia e procuram capturar a cultura, um contraciclo de «Artivistas» emerge para reinspirar a Europa.
O Pontal é o pomar da direita portuguesa, um local mágico, onde o país imaginário se sobrepõe ao país real. Mas no país da Pontual, a fábrica de calçado encerrada em Vila Nova de Gaia e onde os trabalhadores fazem vigílias à porta desde Julho, a realidade é outra.
Uma análise a mais de 770.000 podcasts e vídeos conclui que estamos a começar a falar no estilo do ChatGPT. O que distingue os humanos da inteligência artificial? A autora alemã Nina George procura a resposta.
Olhando em perspectiva, nunca vivemos melhor no planeta. Ainda assim, parece, estamos dispostos a arriscar parte dessas conquistas por uma ideia caduca de pátria e identidade. Não há um qualquer passado glorioso para o qual devamos querer voltar. Esse passado nunca existiu – não para a expressiva maioria de nós.
Tirando o carácter vago do projeto, a descentralização do poder, a desconcentração de espaços e a segurança de pessoas, tirando isto, a ideia é boa e vale a pena estarmos atentos ao modo como o delfim de Manuel Pizarro vai concretizá-la.
As desigualdades que marcam a vida das pessoas com deficiência não resultam diretamente da sua condição corporal. Resultam de escolhas políticas, económicas e sociais.
No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo.
A Educação exige previsibilidade, fiabilidade e responsabilidade política. O que temos hoje é o contrário: improviso, opacidade e fuga às responsabilidades. E se tudo correr mal, paira a suspeita de que um governo de direita liberal tirará a habitual solução da cartola: privatizar.