Dos desertos e das praias como bens comuns
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
O caminho da IA não está pré-determinado pelas gigantes tecnológicas, mas é um terreno em disputa. Na Europa, como podemos cumprir o progresso sem hipotecar o presente pelo caminho?
Será a festa o melhor antídoto para a extrema-direita? Enquanto os movimentos conservadores apertam o seu domínio sobre a política europeia e procuram capturar a cultura, um contraciclo de «Artivistas» emerge para reinspirar a Europa.
90% dos bombeiros portugueses são voluntários. Enquanto o país arde e o país investe na profissionalização de imensas áreas, há milhares de pessoas voluntárias a enfrentar as chamas com um elevado custo pessoal e até financeiro.
Há anos que, em Covas do Barroso, a população luta contra a exploração de lítio a céu aberto. Nesta aldeia, a tensão entre um Património Agrícola Mundial e uma «transição verde justa» vive-se todos os dias. Este é o olhar de dois jornalistas italianos sobre o Barroso.
Tirando o carácter vago do projeto, a descentralização do poder, a desconcentração de espaços e a segurança de pessoas, tirando isto, a ideia é boa e vale a pena estarmos atentos ao modo como o delfim de Manuel Pizarro vai concretizá-la.
A ciência é o maior projeto colaborativo da humanidade. Como podemos colocá-la ao serviço de um novo olhar sobre a economia? A resposta pode estar no cooperativismo.
Para dar esperança e motivação às pessoas, não basta dizer-lhes onde estão erradas. É necessário compreender o que as levou até ali, que segurança encontram nessa leitura do mundo e que futuro lhes podemos oferecer para que a abandonem sem sentirem que perdem tudo com ela.
Em França, a festa de um grande dia inclusivo, em que todos os que vierem por bem são bem-vindos (como cantava o Zeca). Pela Europa e na Arrábida, inquietação.
O presidente da ZERO, uma das maiores ONG ambientais do país, fala sobre a moda em torno da IA e dos centros de dados ou como nos adaptarmos a ondas de calor. E ainda analisa a qualidade do ar para políticas ambientais no Parlamento, onde «já se respirou melhor».
Na ferrovia, a direita vende ao país a palavra «reforma». Mas aquilo que estão a preparar na linha de Cascais é outra coisa: subconcessões para entregar a privados, grupetas de trabalho e mais oportunidade para instalar os seus.
Uma reflexão sobre a tentativa de privatizar cinco praias da Arrábida e a comodificação dos espaços públicos, já mais próximos de «um Rock in Rio a dois tempos» que de um espaço livre e partilhado.