Dos desertos e das praias como bens comuns
As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
Nasceu a 5 de Agosto de 1961, no meio de um jogo de cartas, em Alcântara. Depois, até hoje, anda por aí, por aqui, por ali e por lá.
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As lutas dos povos do Saara contra o cerco a que são sujeitos. A privatização e exclusão de acesso às praias na Arrábida. Bandas tuaregues e Thelonious Monk. Têm mais em comum do que parecem.
Em Barcelona, eliminam-se os hostels e AirBnB. Em Londres, na Brick Lane, um novo (e lucrativo) centro de dados foi a resposta do governo às reivindicações da comunidade por mais habitação social. E em Portugal, como vamos?
O Pontal é o pomar da direita portuguesa, um local mágico, onde o país imaginário se sobrepõe ao país real. Mas no país da Pontual, a fábrica de calçado encerrada em Vila Nova de Gaia e onde os trabalhadores fazem vigílias à porta desde Julho, a realidade é outra.
No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo.
Quando falo sobre a nação do Estado refiro, por exemplo, o tanque que é piscina e a piscina que é tanque num terreno de um polícia que, no momento, é ministro, mas que fez a piscina que é tanque e o tanque que é piscina, quando era polícia, não quando é ministro.
O lazer é fundamental para a Cultura da Preguiça. É a recusa geral da chatice. Rui Peralta traz uma ode ao ócio (e quatro grandes canções para apurar a tua preguiça).
Em França, a festa de um grande dia inclusivo, em que todos os que vierem por bem são bem-vindos (como cantava o Zeca). Pela Europa e na Arrábida, inquietação.
Na Berlim de 1928, Brecht e Weill estreiam a Ópera dos Três Vinténs. Segundo as crónicas da época, a sala estava cheia. Tão cheia como cheios estamos, hoje, do Luís.
O que têm em comum (ou de tão diferente) o pacote laboral do Governo e «Prometeo», obra icónica do compositor italiano Luigi Nono? Esta é uma viagem na nostalgia pelo futuro.
O que têm em comum Sonny Rollins e uma peculiar experiência política na cidade de Rijeka em 1920? A resposta surge neste passeio de compasso ritmado pela música como barricada política.