Revolução no SNS
O que os partidos progressistas devem defender é um SNS musculado, «bombadão» mesmo, que consiga dar boa resposta às dificuldades que já existem e que tendem a agravar.
O que os partidos progressistas devem defender é um SNS musculado, «bombadão» mesmo, que consiga dar boa resposta às dificuldades que já existem e que tendem a agravar.
Será a saúde mental um luxo apenas ao alcance de quem tem dinheiro para uma consulta no privado, ou uma necessidade de todos, que, provavelmente, evitaria o consumo desmedido de benzodiazepinas, tornando Portugal no primeiro país da Europa e terceiro do mundo no consumo destes medicamentos ansiolíticos?
Na cabeça da direita, nada de saúde pública, nem de regular publicidade do jogo, nada de reforçar os mecanismos de proteção dos jogadores, ou de impor regras na promoção de jogos, ou de reforçar a autoexclusão, muito menos os limites dos depósitos, ou de pausas obrigatórias durante os jogos
Longe das agendas políticas globais, Tuvalu procura garantir a sobrevivência para lá do seu território. Enquanto grande parte do mundo disputa terra, fronteiras e recursos com violência provocando deslocações massivas de populações, matando e destruindo possibilidades de sobrevivência, este pequeno país prepara-se para ser a primeira nação digital dum mundo em colapso: sem terra, sem fronteiras e sem recursos.
Onde estão as pessoas com deficiência e neurodivergentes na linha de frente das manifestações, nos órgãos de decisão e na construção das agendas progressistas? Há um privilégio na apatia.
A demagogia e a manipulação, usadas por movimentos e partidos políticos ditos pró-vida para aumentar os entraves à realização de interrupções voluntárias da gravidez, estão a atingir proporções descontroladas.
O cantor lusobrasileiro vive em Portugal desde 2012, considera surreais os problemas na Habitação, identifica uma tentativa, a longo prazo, de privatização da Educação e da Saúde e sublinha a necessidade de se sonhar com coisas que parecem impossíveis.
De janeiro a junho de 2026, «28 reclusos já morreram nas prisões portuguesas». Apenas seis desses casos foram investigados pela PJ. A morte de mais uma pessoa em Vale de Judeus é sintoma de um Estado desenhado para falhar aos explorados.
Muitas relações começam hoje com pequenas leituras. Uma visualização, um atraso, uma fotografia publicada. Um corpo que se aproxima num dia e se afasta no outro. A intimidade tem uma nova gramática própria: «casual» ou mais um separador em aberto?
Lutamos diariamente para que o autismo seja aceite e a neurodivergência normalizada na nossa sociedade, para que não haja a distinção tão violenta entre o nós e o eles.
Para dar esperança e motivação às pessoas, não basta dizer-lhes onde estão erradas. É necessário compreender o que as levou até ali, que segurança encontram nessa leitura do mundo e que futuro lhes podemos oferecer para que a abandonem sem sentirem que perdem tudo com ela.
Num jardim bem aromático do Porto, Byung-Chul Han tirou a tarde para desafiar Nietzsche, a liberdade, a sustentabilidade e alguns médicos. E, quem sabe, talvez saia do Porto com inspiração para escrever «A Sociedade da Incompetência».