Hugo Gonçalves: «O que vem da extrema-direita é de um vazio tremendo»
Nesta entrevista, Hugo Gonçalves viaja pelo universo do mais recente romance, O Império do Fim, mas também pela atualidade social e política.
Nesta entrevista, Hugo Gonçalves viaja pelo universo do mais recente romance, O Império do Fim, mas também pela atualidade social e política.
Quando partidos, financiadores e imprensa subestimam a determinação de quem tem o poder, acreditam que é possível controlar o incontrolável e se aliam ao autoritarismo para atingir seus objetivos, quando a política deixa de ser o lugar do equilíbrio e cede à arrogância tecnocrática, aos interesses privados ou às rivalidades egocêntricas, é quando as democracias morrem.
Moedas confunde Jorge Palma com Sérgio Godinho como Montenegro citou Saramago a julgar que era Sophia. Um país que começa a confundir os seus poetas, os seus escritores e os seus músicos corre o risco de descobrir demasiado tarde que também está a perder a memória.
O que está em jogo não é o futuro dos livros, mas o futuro da capacidade humana de criar sentido, beleza e verdade num mundo cada vez mais complexo e desigual. A Literatura sobreviverá não como relíquia do passado, mas como farol do futuro.
A desigualdade económica entre as nações já foi muito menor do que agora. O que têm a globalização e o capitalismo de vigilância a ver com tudo isto?
Uma praia em Vila Nova de Gaia. Um grupo de políticos que diziam não o ser. Um acordo que também não o foi. Assim nascia, há 150 anos, um Partido Progressista em Portugal.
No verão de 1988, Osvaldo Alvarenga andava à boleia pela Europa. Hoje, conta-nos as memórias desses dias no lado Ocidental da Alemanha, o confronto com as ideias de Nietszche e Fukuyama e sobre uma vodka com o nome de Gorbatchov.