Discurso populista e temores reais
A desigualdade económica entre as nações já foi muito menor do que agora. O que têm a globalização e o capitalismo de vigilância a ver com tudo isto?
A desigualdade económica entre as nações já foi muito menor do que agora. O que têm a globalização e o capitalismo de vigilância a ver com tudo isto?
O Carnaval de Notting Hill e as muito criticáveis teorias do filósofo John Locke. Uma banda rock 100% feminina do Afeganistão e o silêncio de John Cage. A música, sempre a música, a música e qualquer coisa. A que nos referimos quando falamos de música?
No verão de 1988, Osvaldo Alvarenga andava à boleia pela Europa. Hoje, conta-nos as memórias desses dias no lado Ocidental da Alemanha, o confronto com as ideias de Nietszche e Fukuyama e sobre uma vodka com o nome de Gorbatchov.
Quando falo sobre a nação do Estado refiro, por exemplo, o tanque que é piscina e a piscina que é tanque num terreno de um polícia que, no momento, é ministro, mas que fez a piscina que é tanque e o tanque que é piscina, quando era polícia, não quando é ministro.
O mal está na ausência de pensamento crítico, que se cala; no automatismo e no isolamento das câmaras de eco, que impedem as pessoas de confrontar diferentes perspectivas e desenvolver um julgamento moral sólido, contribuindo para a propagação de ideologias totalitárias. É nessa situação de total entrega ao regime que o mal se torna banal, cotidiano, impessoal, burocrático e… devastador.
As casas-teatro são perigosas, porque são dissidentes, não-normativas, alternativas, ambíguas, múltiplas, causam desconforto, questionam narrativas oficiais, e pior, fazem as pessoas sentir. Elas não operam apenas no plano da lógica e não pretendem nenhuma verdade absoluta. São um acontecimento colectivo.
Num jardim bem aromático do Porto, Byung-Chul Han tirou a tarde para desafiar Nietzsche, a liberdade, a sustentabilidade e alguns médicos. E, quem sabe, talvez saia do Porto com inspiração para escrever «A Sociedade da Incompetência».