Hugo Gonçalves: «O que vem da extrema-direita é de um vazio tremendo»
Nesta entrevista, Hugo Gonçalves viaja pelo universo do mais recente romance, O Império do Fim, mas também pela atualidade social e política.
Nesta entrevista, Hugo Gonçalves viaja pelo universo do mais recente romance, O Império do Fim, mas também pela atualidade social e política.
Moedas confunde Jorge Palma com Sérgio Godinho como Montenegro citou Saramago a julgar que era Sophia. Um país que começa a confundir os seus poetas, os seus escritores e os seus músicos corre o risco de descobrir demasiado tarde que também está a perder a memória.
Sem debates marcados e sem escrutínio da imprensa, o eleitor brasileiro irá às urnas sem saber ao certo em que programa está a votar. E o vencedor sairá livre de qualquer promessa a cumprir.
O que está em jogo não é o futuro dos livros, mas o futuro da capacidade humana de criar sentido, beleza e verdade num mundo cada vez mais complexo e desigual. A Literatura sobreviverá não como relíquia do passado, mas como farol do futuro.
Podemos fazer mil e uma conferências sobre o futuro dos media, podemos ter membros do governo a dizer que se preocupam com a classe jornalística, podemos fazer tudo e mais alguma coisa. Mas, enquanto a questão não for realmente atacada e o jornalismo não for valorizado da forma que realmente merece — com condições, com investimento e com exigência — tudo não passa de pequenas tentativas de atrasar a detonação evidente de uma verdadeira bomba-relógio.