Viva!
Enquanto alguns se empenham, cada vez mais, a descredibilizar as instituições e a insinuar manobras fantásticas, no Progressistas.pt lidamos com a realidade de um país desgovernado e à deriva, numa evidente rota de colisão com os discursos públicos, conforme o comprovam as mais de 20 mil reapreciações de exames nacionais já solicitadas, o triplo do sucedido no ano passado.
O texto de Hélder Verdade Fontes enumera a falta de qualidades de um Ministro em negação perante o caos e desnorte instalados e sintetiza numa frase a situação dramática que a comunidade escolar está a viver:
O que se vê é a inutilidade de resultados quando se tenta dar um salto maior do que a perna: o governo acaba por tropeçar e faz com que todos caiam.
Por entre a confusão total, misturar para confundir tem sido parte substancial da estratégia do Governo e da sua aliada extrema-direita. Ao escrever sobre a pretensa equivalência entre os perigos que representam os dois extremos do espetro político, Susana Marques é taxativa ao explicar aquilo que está em causa:
Em junho, o Ministério Público acusou nove membros do MAL por crimes de terrorismo. Uma milícia neonazi que monitorizou as rotinas de Montenegro, planeou atentar contra a sua vida, infiltrou-se na PSP e fabricou dezenas de armas de fogo com impressoras 3D. Tinham uma lista com dezenas de políticos, ativistas e figuras que identificaram como ameaças. O próprio Ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi claro no Parlamento: «A ameaça de extrema-direita é muito maior. Têm armas, matam, ameaçam, coagem.»
O que nos diz Carlos Costa é do âmbito dos Direitos Humanos e lembra que Portugal está a fazer tábua rasa do que se passa no Saara Ocidental com o povo sarauí e a ocupação protagonizada por Marrocos, nem de propósito um dos organizadores, com espanhóis e portugueses, da próxima edição do Mundial, em 2030. É mais do que legítima a determinação do seu alerta:
Porque é de Direitos Humanos que se fala, é essencial defender a autodeterminação do povo sarauí na luta contra a ocupação do Saara Ocidental por Marrocos e a promoção, conforme definido na carta da ONU, da sua proteção e de um processo credível para um referendo.
Já Rui Peralta viaja entre a educação na Índia e o autoritário ocupante da Casa Branca, nos Estados Unidos, para lembrar os protestos que derrubaram um Ministro da Educação, o imperialismo e a opressão a que, sob o embargo de décadas, Cuba continua sujeita (e o autor acentua o seu desagrado pela ditadura de origem castrista), mas também as negociatas criminosas estabelecidas com Netanyhau e o acordo-que-era-para-ser-mas-foi-cancelado sobre nuclear com a Arábia Saudita.
No reino trumpiano há um princípio: um acordo nunca é respeitado. E não estou a referir-me às palhaçadas das negociações com o Irão, ou à palhaçada das taxas. Ou à americanização da ilusão bolivariana, que submeteu os seguidores de Bolívar aos interesses da Casa Branca e dos capitalistas texanos. Não. Estou a falar de um acordo nuclear entre os trumpianos EUA e a petromonarquia da Arábia Saudita, que abria caminho para o desenvolvimento nuclear civil saudita. Acontece que Trump suspendeu o acordo, porque quer que a Arábia Saudita reconheça oficialmente Israel, coisa que a Arábia Saudita não parece disposta a fazer.
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