Viva!
No Progressistas.pt, há sempre espaço para refletir sobre as mensagens/imagens manipuladoras de que somos alvos, todos os dias, diversas vezes ao dia e, portanto, a qualquer hora. Nem tudo o que parece, é.
E, na esmagadora maioria dos casos, as afirmações produzidas como soluções simples são inadequadas, insuficientes e incorretas. Aqui se fala de quem, sendo pobre, tenta melhorar a sua vida, mas também de quem, estando nos antípodas da pobreza, expressa argumentos aos quais, no mínimo, carece riqueza.
Com Hugo Filipe Lopes aka Cöbramor olha-se bem de frente para aquilo que, de súbito, aconteceu em Ceuta e identifica-se o essencial da questão:
Nesta situação, como em todas as outras que envolvem migração por toda a Europa, as discussões centram-se invariavelmente na geopolítica, o que conduz à inevitável instrumentalização de vidas humanas para servir tanto esquerda, direita, centro, críticos e apoiantes de Trump, de Sánchez e de Marrocos, remetendo o assunto para as habituais bolhas onde não se considera o ponto fulcral: o que vai acontecer às vidas das pessoas assim que desaparecerem do centro mediático?
Entretanto, tendo lido com atenção a entrevista que Armindo Monteiro, Presidente da Confederação Empresarial de Portugal, concedeu ao Público, Duarte Baião analisa o discurso e, a propósito de uma das afirmações do dirigente patronal - «somos pobres porque queremos» -, não só a contesta, como deixa perguntas, mas também propõe respostas elucidativas:
Não acredito que a pobreza portuguesa resulte de uma falta colectiva de vontade. Acredito que resulta da acumulação de décadas de erros estruturais. Resulta de um Estado demasiadas vezes ineficiente. Resulta de uma justiça lenta. Resulta de uma classe política que demasiadas vezes vive envolta em suspeições e escândalos. Resulta de políticas públicas erráticas. Resulta de uma incapacidade persistente para transformar crescimento económico em prosperidade partilhada.
Odair Filho confessa que está...
cansado de ver nos canais televisivos, que pululam em quotidianos, os analistas, os superespecialistas, quase orgásmicos, da morte. Comentar a morte em horário mais que nobre deve subir as audiências das emissoras e de seus novos profetas e, portanto, a morte é uma mais-valia; aquela que está em consonância com o capital; a desgraça que se serve quente e que, no segundo seguinte, já está fria, podre, com prazo de validade vencido.
Por isso, não é difícil resumir que...
Já não celebramos a vida; já não nos espantamos com a exuberância da natureza real, mas sim com aquela exibida a Technicolor, filtros de cores vivas de uma Hollywood que carregamos desde o momento em que despertamos até aquele do sono. Na verdade, despertar e sono já não guardam o mesmo sentido.
Martim de Freitas ajuda a perceber que a ciência é o maior projeto colaborativo da humanidade. Como podemos colocá-la ao serviço de um novo olhar sobre a economia? A resposta pode estar no cooperativismo.
As cooperativas de Pesquisa e Desenvolvimento democratizam a investigação, descentralizando-a e trazendo à participação um leque de membros da comunidade. Isto remete para a segunda grande vantagem: permite que a pesquisa tenha um objetivo claro e de necessidade imediata, respondendo a problemas locais que de outra forma ficariam em segundo plano, por não serem muito lucrativos ou de interesse global. Assim, há um retorno garantido que é independente da capacidade de acesso a tal produto/solução por parte do consumidor.
E não percas, claro, o cartoon de ZezVaz, dedicado aos cinco estágios do Ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Como sempre, há muitos outros artigos no Progressistas.pt para ler, ver, descobrir e divulgar.
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Até breve!